Uma carreira com propósito

Textos Gerais

Queridos,

Hoje eu comecei a ler o último livro do ano e encontrei a seguinte pergunta no prefácio: “Se o “jogo da vida” terminasse hoje a noite, você seria um vencedor?”

Como é que você pode saber se você é um vencedor ou não?… Eu tento sair da lógica do “em parte sim, em parte não”, mas é difícil… Até porque tenho uma tendência mais pelo não do que pelo sim como resposta. Completo 40 anos em Maio do ano que vem. Tenho o privilégio de ter uma família que me ama e respeita e de exercer em minha profissão o pleno senso de vocação. Posso combinar família e trabalho e isso é um alvo que busco. Alcancei alguns objetivos financeiros, alguns “mimos" de consumo e posso saborear alguns pequenos luxos. Sou rico? Sim! Não pelo dinheiro que tenho, mas pelo entendimento que não preciso de tanto dinheiro e pelos pontos brevemente descritos acima. Agora… Por que não me sinto plenamente vencedor se o “jogo da vida” terminasse hoje…? E esta pergunta rapidamente ativa meus sentimentos quanto a minha carreira.

Ser um vencedor pode representar ter uma empresa que vale tantos reais, ou então um time com centenas (porque não milhares) de planejadores. Pode representar um livro de sucesso, mídia, reconhecimentos diversos… Mas… ainda não é isso que, de fato, me move. Não afirmo isso por charme ou com orgulho… Muitas vezes penso que ser um pouco mais “business minded” poderia até ser melhor. Reconheço como uma área de evolução e busco pessoas e conhecimentos que me permitam avançar nesta agenda e sei que obter os resultados “do business pelo business” trata-se de uma questão de tempo e esforço. Não tenho dúvidas sobre o sucesso financeiro de minha carreira como planejador.

Então, como medir o fato de ser vencedor na vida? Creio que a resposta seja plural e abrangente para a maioria das pessoas. Família, reconhecimentos, grana, saúde, realizações e etc devem estar na resposta, mas o meu sentimento caminha para algo mais singular e profundo. A minha leitura de vitória é ser e não ter. E o “ser" recai sobre o criar, e o criar me leva de volta ao ser… 

A minha leitura de vitória é criar um ambiente (ex., uma empresa) no qual as pessoas podem ser melhores. Nos ambientes em que você está, você é desafiado, convidado e estimulado a “ser melhor”? Repare que não é sobre “fazer mais”, mas de ser melhor. Eu creio que este seja matéria-prima fundamental para aquele e por isso o ponto de foco singular. E imediatamente penso: Como assim “ser melhor”? O que significa isso?… Pessoal, esta é uma pergunta que eu me faço a anos e há algum tempo eu dizia que encontrará a resposta e hoje, re-visitando a pergunta eu creio que… Realmente tenho a resposta. Eu creio que o ser melhor esteja diretamente ligado a percepção de que não podemos fazer tudo, mas que, ao perceber isso estamos preparado para fazer alguma coisa muito bem feita. Ou seja, a percepção da incapacidade para se fazer tudo é que dá a capacidade para se fazer alguma coisa. Podemos chamar isso de foco. Eu prefiro chamar de propósito.

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