Um cônjuge tenta usar (sutilmente) o planejador para “sua agenda própria”... Como lidar com o casal?

Veja este Caso

Apresentação do caso:

  • Marta, 46 anos, auxiliar administrativa em uma escola internacional
  • Cleber, 48 anos, herdeiro de uma família que se estabeleceu no ramo industrial
  • O casal tem 3 filhos, sendo dois meninos em idade escolar e uma menina já na universidade nos EUA
  • Formalizaram o divórcio há pouco mais de um ano, e Marta procurou o planejador buscando ajuda no contexto da separação


Descrição do caso:

Marta e Cleber se conheceram em Londres quando eram estudantes universitários, e se casaram há 25 anos no Brasil em regime de comunhão universal de bens. Tiveram três filhos, sendo dois meninos atualmente em idade escolar e uma jovem universitária que está estudando nos EUA.

Marta é italiana e se graduou em Administração de Empresas na Europa, mas nunca exerceu qualquer atividade profissional relacionada à sua área de formação. Se envolveu em alguns projetos pontuais, mas nada que lhe conferisse uma experiência mais sólida a ponto de permitir um retorno ao mercado de trabalho neste estágio de sua vida, aos 46 anos. Atualmente trabalha como auxiliar administrativa em uma escola internacional no Brasil.

Cleber faz parte da segunda geração de uma família que se estabeleceu no ramo industrial e cujo negócio foi vendido no início dos anos 2000, momento a partir do qual o patrimônio foi distribuído parcialmente entre os herdeiros. O patriarca fundador ainda se dedica a alguns negócios no segmento agropecuário com alguma ajuda dos filhos, mas há conflito entre os herdeiros e, segundo Marta, Cleber e os irmãos já não conversam há algum tempo.

O casal se separou e formalizou o divórcio há pouco mais um ano, e Marta procurou um planejador buscando orientação no contexto da separação, que foi muito tumultuada devido à postura de Cleber. Extremamente individualista, Cleber praticamente abandonou a família no último ano, e suas atividades se concentram em hobbies como corridas de kart e vôos de parapente, e envolvimentos dispersos em uma série de negócios, desde incorporação imobiliária até iniciativas no ramo industrial e outros segmentos, com total ausência de foco e evidente falta de controle e organização, a ponto de Marta mencionar o constrangimento dos filhos por não saberem o que dizer quando perguntados por amigos sobre o que pai faz.

Desde a separação, Cleber passou a arcar com as despesas com a educação dos filhos, embora Marta tenha sinalizado que diversas despesas do dia-a-dia (material escolar, livros, atividades extras, etc.) acabam ficando por conta dela. O acordo de separação define uma pensão de R$ 16K que, segundo Marta, nunca foi paga integralmente. Cleber tenta dificultar de todas as formas qualquer tipo de ajuda e alega insistentemente que Marta só se casou por dinheiro, enquanto Marta teme que Cleber esteja tentando ocultar seu patrimônio. Há advogados assessorando Marta no processo de divórcio, mas as questões relativas à partilha ainda estão pendentes. Aparentemente, diante de um comportamento agressivo e imprevisível de Cleber, a decisão foi por não pressionar muito e tentar uma solução negociada.

Até o primeiro contato com o planejador, Marta nunca havia precisado se preocupar com a gestão financeira e orçamentária, e desconhecia até mesmo funcionalidades básicas de internet banking. Descobriu recentemente que deve recolher o carnê leão sobre o valor recebido a título de pensão alimentícia, o que estimulou uma crise de ansiedade pela percepção da necessidade de se educar com toda a rotina básica de gestão das contas da casa. Para agravar este quadro, há também a preocupação de Marta com seus pais, que vivem no Brasil e se sustentam precariamente a partir da aposentadoria italiana.


O que abordaremos neste caso:

  • Como atuar e ajudar uma cliente em um caso tão complexo?
  • Um(a) planejador(a) deve se envolver em um caso como esse?
  • Como conjugar uma atuação orientada aos elementos financeiros com a esfera relacional e comportamental envolvida neste contexto?
  • Como “calibrar as emoções” e ajudar a eliminar o stress emocional vivido por Marta?
  • Elementos que podem nos ajudar a clarear o processo de decisão, sobretudo a partir das eventuais interações entre os dois lados envolvidos.
  • Como atuar, nos limites do escopo do seu trabalho como planejador(a), como um mediador dos conflitos entre Marta e Cleber?
  • Como se estabelecer como o conselheiro de confiança de seu cliente e promover uma interlocução produtiva com os demais profissionais envolvidos em um caso dessa natureza?


Obs: apesar de se tratar de um caso real, todos os nomes aqui mencionados são fictícios para resguardar a identidade dos clientes.

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